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	<title>Rolf - Integração Estrutural - Blog</title>
	
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	<description>Sua relação vertical com seu corpo e sua vida!</description>
	<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 09:26:29 +0000</pubDate>
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		<title>Dores na coluna durante a gravidez</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 08:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
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A gravidez é um fato normal da vida da mulher que trás grandes mudanças em seu corpo. Conforme a gestação avança, o peso do bebê modifica a posição da pélvis. Existe uma tendência a acontecer algo que os especialistas chamam de ântero-versão: a parte superior da pélvis, na linha da cintura, inclina-se para a frente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://s300.photobucket.com/albums/nn23/ArmandoMacedo/?action=view&#038;current=gravidez.jpg" target="_blank"><img src="http://i300.photobucket.com/albums/nn23/ArmandoMacedo/gravidez.jpg" border="0" alt="pelviclift"/></a></p>
<p>A gravidez é um fato normal da vida da mulher que trás grandes mudanças em seu corpo. Conforme a gestação avança, o peso do bebê modifica a posição da pélvis. Existe uma tendência a acontecer algo que os especialistas chamam de ântero-versão: a parte superior da pélvis, na linha da cintura, inclina-se para a frente, enquanto a parte inferior, na linha do púbis, se desloca para trás. O resultado é chamado de hiperlordose. Se olhamos as costas, vemos a região do osso sacro proeminente, ao mesmo tempo em que a base da lombar, logo acima, está &#8220;afundada&#8221;. Na verdade, toda a coluna inclina-se para trás, a fim de que o corpo mantenha o equilíbrio, compensando o peso do bebê.</p>
<p>Nos últimos três meses da gravidez, este fato é frequentemente a causa de muitas dores. Andar, sentar-se, manter-se de pé torna-se difícil. Não existe uma posição plenamente confotável que alivie a tensão sobre a base da coluna. Temos em mente a imagem da mulher com as mãos na cintura, tentando aliviar a dor e o desconforto com o auxílio dos braços.  Essa tentativa, no entanto, não faz mais do que inclinar a linha da cintura mais ainda, reforçando o deslocamento da parte superior da pélvis para a frente e da parte inferior para trás. Embora produza alívio momentâneo, a tentativa realimenta o processo que está causando a dor e o desconforto.</p>
<p>No Método Rolf, trabalhamos com a mulher deitada em decúbito ventral (barriga para cima), com o centro da pélvis apoiado sobre uma das mãos do terapeuta, colocada em forma de concha. Com a outra mão, fazemos pequenos movimentos nas costas, na linha da cintura, para ajudar a alongar os tecidos. É um trabalho feito com a delicadeza que a gravidez exige. É algo simples, mas que trás um grande alívio. Se o companheiro ou marido da mulher está presente, pode participar do trabalho. Quando isso não é possível, pode ser o ou a acompanhante. Com um pouco de jeito, é possível aprender como ajudar a mulher e repetir o trabalho uma vez por dia. À noite, antes de dormir, é um bom momento para isso.</p>
<p>A mulher pode continuar recebendo essa ajuda mesmo depois do parto. Agora o bebê está frequentemente em seu colo, principalmente na fase de amamentação. Como o peso a ser sustentato está apoiado numa parte mais alta do corpo, a tendência é a coluna curvar-se mais acima, na região dorsal, principalmente se a mulher já tinha &#8220;problemas de postura&#8221; antes da gravidez. Passada esta fase, se a dor e o desconforto continuam, é recomendável a realização de um trabalho consistente para realinhar a coluna e toda a estrutura corporal.</p>
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		<title>Futebol: o chute de canela</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 18:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[movimento]]></category>

		<category><![CDATA[futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[O jogador de futebol tem como principal instrumento de trabalho o próprio corpo. Especificamente, usa em primeiro lugar os pés e as pernas para praticar o esporte. Não seria então supreendente pensar que a habilidade de cada um está relacionada à funcionalidade destas partes do corpo.  Vendo partidas de futebol há muitos anos, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jogador de futebol tem como principal instrumento de trabalho o próprio corpo. Especificamente, usa em primeiro lugar os pés e as pernas para praticar o esporte. Não seria então supreendente pensar que a habilidade de cada um está relacionada à funcionalidade destas partes do corpo.  Vendo partidas de futebol há muitos anos, como muitos brasileiros, ouso dizer que uma característica fundamental que determina a qualidade do chute e do passe para um jogador de futebol é a articulação do tornozelo. Se esta articulação é rígida, quando chuta a bola para fazer um arremate em gol ou fazer um passe, o jogador parace executar a ação como se estivesse usando a canela e não o pé. O chute é duro e impreciso. Para quem vê, fica a impressão de falta de controle: a ação não corresponde à intenção.</p>
<p>Isso acontece mais frequentemente com jogadores de defesa do que com atacantes. A rigidez da articulação do tornozelo pode ser observada também durante a movimentação do jogador em campo. Seus movimentos são duros e, em alguns casos, parece que as pernas e os pés não lhe pertencem. Já o jogador considerado habilidoso tem um chute redondo, equilibrado. Ele consegue colocar a bola onde quer por que seus pés respondem à necessidade precisa do momento em que decide executar a ação. A flexibilidade de seus pés e tornozelos permite-lhe fazer os ajustes necessários na posição de seu corpo ao bater na bola, de modo que a ação tem uma chance muito maior de corresponder ao que ele pretende fazer. Além disso, há beleza no movimento. O talento de muitos jogadores está relacionado a esta qualidade física, simples de ser desenvolvida.</p>
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		<title>Pensamento repetitivo e tensão muscular</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/10/04/pensamento-repetitivo-e-tensao-muscular/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 20:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[respiração]]></category>

		<category><![CDATA[compulsão]]></category>

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		<description><![CDATA[Pensar pode ser uma experiência aflitiva. Refiro-me a uma forma especial de pensamento, aquela que parece se instalar e se apropriar da mente, como se tivesse vontade própria, mesmo que por um curto espaço de tempo. Em casos extremos, essa voz que nunca silencia funciona como a voz de um alienígena, como se um outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensar pode ser uma experiência aflitiva. Refiro-me a uma forma especial de pensamento, aquela que parece se instalar e se apropriar da mente, como se tivesse vontade própria, mesmo que por um curto espaço de tempo. Em casos extremos, essa voz que nunca silencia funciona como a voz de um alienígena, como se um outro ser - estrangeiro - habitasse a pessoa. Filmes que contam histórias sobre alienígenas crescidos no interior de seres humanos exploram provavelmente essa situação, ou esse medo - mais comum do que se poderia supor.</p>
<p>Para além das explicações que se pode dar a este fenômeno, o que observamos na clínica do Método Rolf - <strong>refiro-me a casos menos graves</strong> -  é que existe uma relação entre tensão muscular e pensamento compulsivo ou repetitivo. Quanto mais rígida e encapsulada é a musculatura, mais aflitiva a atividade mental. Quando ela está sempre ativa (tensa), em estado de alerta, a mesma energia represada nos tecidos manifesta-se na mente como pensamento. A pessoa está sempre tensa, estressada, não consegue ficar parada ou pode ser exatamente o contrário: fica prostrada. O sono geralmente é difícil e a atividade criativa - estudo, trabalho, amor - fica prejudicada.</p>
<p>Podemos afirmar a relação entre tensão muscular e pensamento repetitivo por um fato simples. À medida  que o  corpo cede,  que a musculatura adquire um tônus confortável,  a  mente vai também  ficando mais limpa  e sossegada. À medida que o corpo deixa de funcionar de forma rígida e automática, torna-se capaz de responder de forma criativa às situações práticas da vida, a mente também se liberta. Uma mente arejada requer assim um corpo arejado, onde haja espaço interno, mobilidade e capacidade de resposta ativa. A mente é ocupada por pensamentos repetitivos quando o próprio corpo (ou partes dele) está confinado a padrões repetitivos de movimento.</p>
<p>A prática milenar da yoga e da meditação parece vir de encontro à esta observação.  No Método Rolf isso não é diferente.</p>
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		<item>
		<title>Tendinite: uma visão sistêmica</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/metodorolf-blog/~3/411417340/</link>
		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/09/05/tendinite-segundo-o-metodo-rolf/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 10:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[dor crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[A definição mais usual de tendinite é de inflamação de tendão causada por esforço repetitivo. Entretanto, quando duas pessoas da mesma faixa etária e constituição física semelhante realizam o mesmo trabalho ou exercício, com a mesma intensidade, duração e freqüência de movimentos, uma pode vir a sofrer de tendinite e a outra não.
Observamos assim que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A definição mais usual de tendinite é de inflamação de tendão causada por esforço repetitivo. Entretanto, quando duas pessoas da mesma faixa etária e constituição física semelhante realizam o mesmo trabalho ou exercício, com a mesma intensidade, duração e freqüência de movimentos, uma pode vir a sofrer de tendinite e a outra não.</p>
<p>Observamos assim que a regra do “esforço repetitivo” não é universal. Dessa forma, ao propor o Método Rolf de Integração Estrutural – e especificamente sua técnica de manejo miofascial - para o tratamento da síndrome, começamos por reformular a definição usual, ao afirmar que tendinite resulta não propriamente de esforço repetitivo, mas da maneira como o esforço repetitivo é realizado.</p>
<p class="MsoNormal">Afirmamos também que o tratamento da síndrome é simples, com exceção dos casos em que o prejuízo sofrido pelos tecidos avançou demasiado. Na sua grande maioria, poucas sessões específicas são suficientes para a eliminação total da dor e a recuperação completa dos movimentos. Uma perspectiva de longo prazo impõe, todavia, o trabalho de integração de toda a estrutura corporal.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Nova perspectiva</strong></p>
<p class="MsoNormal">Vamos mudar então a regra do esforço repetitivo para outra, mais abrangente, e capaz de explicar, se não todos, pelo menos a grande maioria dos casos. Tendinite é o resultado (inflamação) de um processo de transformação físicoquímica do tecido conjuntivo, que forma o tendão, em consequência de movimento repetitivo realizado sob tensão muscular crônica.</p>
<p class="MsoNormal">Afirmamos que o problema surge quando a musculatura envolvida na ação repetitiva mantém-se contraída, de forma inconsciente, durante e após cada ciclo de movimento. Visto o problema desse ângulo, temos de aceitar que somente o movimento é repetitivo, ao passo que o esforço é na verdade crônico ou permanente: a musculatura continua em trabalho mesmo durante os intervalos entre os movimentos, quando deveria relaxar e entrar em repouso.</p>
<p class="MsoNormal">O que determina a tensão crônica da musculatura é o conflito entre duas forças opostas e simultâneas que lutam - uma para realizar (força consciente) e outra para negar (força inconsciente) o mesmo movimento, no mesmo indivíduo. Nessa condição o movimento acaba sendo realizado, mas com sobrecarga. Dito de outra forma, o esforço total empregado na ação resulta da soma do trabalho necessário à realização do movimento propriamente dito com o esforço inconsciente usado para negar a ação.</p>
<p class="MsoNormal">O fator decisivo que garante a recorrência da força negativa inconsciente, embora em sua origem seja psíquico, é físco. Especificamente: é o tecido conjuntivo modificado.</p>
<p class="MsoNormal">A sobrecarga ou  o excedente de energia aplicado de forma contínua sobre o tendão modifica os tecidos do ponto de vista físicoquímico, prejudica seu metabolismo, reduzindo a circulação dos fluidos, produz o estresse das fibras e afinal causa a inflamação do tendão ou dos tendões correspondentes aos músculos envolvidos na realização do movimento. A inflamação exprime a solução encontrada pelo organismo para o estado crônico de conflito.</p>
<p class="MsoNormal">A inflamação — cuja dor impõe a paralisação do movimento — nada mais é assim do que uma defesa do organismo contra uma ação que não respeita o ciclo trabalho/repouso que regula o funcionamento do corpo humano. No modo natural de funcionamento, todo movimento (esforço) é seguido do relaxamento da musculatura - relaxamento que encerra e abre outro ciclo de ação. A fórmula do funcionamento natural é tensão/relaxamento ou contração/expansão da musculatura.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Tratamento</strong></p>
<p class="MsoNormal">Podemos agora concluir que a terapia da tendinite precisa ter por objetivo final propiciar a recuperação do modo natural de funcionamento do corpo, a começar pelo segmento atingido, mas de preferência incluindo sua totalidade . Do contrário, terá efeito apenas temporário, quando não inteiramente ineficaz.</p>
<p class="MsoNormal">Para atingir esse objetivo, é necessário atender às seguintes condições: (1) recuperação da elasticidade e flexibilidade dos tecidos que envolvem os músculos e formam os tendões, (2) reeducação do movimento local e (3) integração funcional do segmento acometido pela síndrome com a totalidade do corpo. Essas condições são melhor atendidas quando trabalhadas simultaneamente.</p>
<p class="MsoNormal">Quanto à técnica, deve ir além daquela empregada habitualmente no trabalho de integração estrutural, no Método Rolf. Não basta a aplicação de energia mecânica sobre as camadas de fáscia. É necessário uma ação mais minuciosa, quase fibra por fibra, com atenção especial ao local preciso das inserções do tecido mole nos ossos. Esse é o caso típico de tendinite do supraescapular e do glúteo.</p>
<p class="MsoNormal">Vários dos textos sobre o assunto (LER ou DORT) propõem, sem muita firmeza, a relação da tendinite com o aspecto psicológico. Na abordagem integrativa que adotamos, os aspectos somático e psicológico são tratados como dois lados da mesma moeda. O problema físico é a manifestação do conflito psicológico entre afirmar e negar uma ação e o conflito psicológico por sua vez é alimentado e reproduzido pelo problema físico – um ciclo vicioso que precisa ser rompido.</p>
<p class="MsoNormal">A terapia da tendinite envolve também assim o “desmascaramento” da força negativa inconsciente e a descoberta da possibilidade de superá-la enquanto algo contrário à realização do trabalho desejado.</p>
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		<title>Caminhar: um ato de autoconhecimento</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/08/31/caminhar-um-ato-de-autoconhecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 10:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[movimento]]></category>

		<category><![CDATA[andar]]></category>

		<category><![CDATA[caminhar]]></category>

		<category><![CDATA[ida rolf]]></category>

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		<category><![CDATA[método rolf de integração estrutural]]></category>

		<category><![CDATA[rolf]]></category>

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		<description><![CDATA[Caminhar faz bem. Essa idéia já se tornou difundida e aceita. O que talvez você ainda não tenha pensado é que, tão importante como caminhar, é a maneira como se faz isto. Que tal caminhar prestando atenção nos movimentos do corpo? Que tal sentir o que acontece no corpo enquanto você caminha? Isso é muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caminhar faz bem. Essa idéia já se tornou difundida e aceita. O que talvez você ainda não tenha pensado é que, tão importante como caminhar, é a maneira como se faz isto. Que tal caminhar prestando atenção nos movimentos do corpo? Que tal sentir o que acontece no corpo enquanto você caminha? Isso é muito diferente de caminhar de forma mecânica, pensando em qualquer assunto, nas tarefas diárias ou em outras pessoas.</p>
<p>Quando prestamos atenção num gesto aparentemente simples como caminhar, estamos também gerando autoconhecimento. Podemos sentir como os pés tocam o chão, se o apoio ocorre mais no calcanhar ou tende a ficar mais em um dos lados. Podemos observar se o movimento das pernas flui através do corpo ou pára na pélvis. Será que minha pélvis participa do movimento? Será que minha coluna responde ao movimento de cada passo? Será que o tronco fica relativamente imóvel, como um passageiro transportado por um veículo?</p>
<p>Há ainda muitas outras questões. Como é o meu equilíbrio? Será que caminho em ziguezague ou em linha reta? Sinto que estou fazendo esforço ou a atividade me dá prazer? Como são as pernas? São leves ou pesadas? Depois de algum tempo de caminhada sinto que elas ardem e que os tornozelos apertam? Como é o meu ritmo? Parece apressado e nervoso ou é tranqüilo, mesmo quando acelero o passo? Depois de algum tempo, sinto dores na lombar ou no pescoço? Olho para o chão ou olho em frente, numa linha paralela ao solo?</p>
<p>Como você pode ver, caminhar não é tão simples e óbvio. Se presto atenção, posso aprender muito sobre mim mesmo. Posso questionar aquilo que parece natural, aquilo que parece que é assim mesmo e sempre foi assim. Posso mudar. Posso melhorar. Se for o caso, posso procurar ajuda profissional. O Método Rolf de Integração Estrutural é um instrumento poderoso no encaminhamento de todas essas questões.</p>
<p>Observar-se e sentir os movimentos. Isso é válido não só durante uma caminhada, mas também em todos os nossos pequenos gestos diários. Você já pensou que a maneira como movimenta o corpo ao escovar os dentes ou lavar as mãos – gestos repetidos durante toda a vida – a longo prazo pode ter uma influência decisiva em sua saúde? Parece absurdo, não é? Mas o fato é que a maneira como realizamos todos os nossos movimentos corporais está diretamente relacionada com a maneira como nos sentimos, com nosso comportamento e atitudes. Mudá-los para melhor é mudar nossas vidas também para melhor.</p>
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		<title>Tratamento do bruxismo</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/08/27/bruxismo-e-metodo-rolf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 13:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O tratamento do bruxismo, no Método Rolf, difere da abordagem odontológica. O profissional considera o problema como o sintoma de um processo que afeta toda a coluna. Não só os tecidos moles responsáveis pela articulação têmporo-mandibular são trabalhados. Também os tecidos do pescoço e da região lombar merecem atenção especial. Na verdade, o bruxismo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tratamento do bruxismo, no Método Rolf, difere da abordagem odontológica. O profissional considera o problema como o sintoma de um processo que afeta toda a coluna. Não só os tecidos moles responsáveis pela articulação têmporo-mandibular são trabalhados. Também os tecidos do pescoço e da região lombar merecem atenção especial. Na verdade, o bruxismo é tratado como o resultado de um desequilíbrio da estrutura corporal, que afeta especialmente as posições da pélvis e da cabeça. Estes dois blocos, que concentram as duas maiores massas do corpo, precisam equilibrar-se, de modo a que haja espaço e flexibilidade em todas as suas articulações.</p>
<p>A flexibilização da estrutura toráxica, envolvendo as costelas em sua relação com o osso esterno e a própria coluna, também não pode ser esquecida, uma vez que as tensões aí localizadas são &#8220;descarregadas&#8221; diretamente na cervical. Por último, mas com igual importância, a articulação da mandíbula recebe atenção específica. Alguns exercícios simples, que podem ser feitos como &#8220;lição de casa&#8221;, contribuem também para a mudança do quadro. Enquanto isso, as placas de proteção, adotadas nos tratamentos adontológicos, devem ser mantidas. Vale finalmente observar que o bruxismo pode estar associado ao bloqueio de emoções. Não é incomum que aparecem e se libertem durante as sessões.</p>
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		<title>Não gosto de andar. O que isso significa?</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/08/12/nao-gosto-de-andar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 19:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A maioria das pessoas já assimilou a idéia de que caminhar faz bem para a saúde. Mas há também muitas outras que dizem simplesmente: &#8220;Não gosto de caminhar&#8221;. Vamos tentar examinar o que elas de fato estão dizendo. Aliás, como alguém que tem pernas para andar poderia não gostar de andar? Na verdade, a questão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria das pessoas já assimilou a idéia de que caminhar faz bem para a saúde. Mas há também muitas outras que dizem simplesmente: &#8220;Não gosto de caminhar&#8221;. Vamos tentar examinar o que elas de fato estão dizendo. Aliás, como alguém que tem pernas para andar poderia não gostar de andar? Na verdade, a questão é bem outra. Para essas pessoas, andar é motivo de tensão e desconforto físico, quando não de dor. Pés, joelhos, lombar e pescoço são as regiões do corpo que mais frequentemente acusam problemas.</p>
<p>Mas há também algo menos preciso. Falta de disposição, cansaço, alguma coisa que se parece com preguiça, mas de fato não é. Por experiência, embora nem sempre saibam expressar isso com clareza, essas pessoas sabem que fazer uma caminhada implica sofrimento. Às vezes isso é experimentado como uma certa timidez, um sentimento de inaptidão ou inadequação, como o de alguém que é convidado para um baile e, por não saber dançar ou sentir-se fisicamente incomodado, diz simplesmente que não gosta.</p>
<p>No Método Rolf vemos depois de algumas sessões, que esta situação muda sensivelmente. À medida que o corpo é reorganizado, à medida que as tensões e conflitos estruturais diminuem, as pessoas aos poucos descobrem o prazer do movimento. Caminhar se torna algo simplesmente agradável. Não é mais uma obrigação, ou algo que se faz com uma finalidade ou para &#8220;alcançar um objetivo&#8221;. A inibição e o sentimento de inadequação também desaparecem. As pessoas descobrem que podem estar à vontade em sua própria casa - em seu próprio corpo. E ir e estar nele e com ele.</p>
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		<title>O contato com o mundo começa nos pés</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/06/05/o-contato-com-o-mundo-comeca-nos-pes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 19:16:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[movimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos evitar o contato com a realidade física, não importa o motivo, mas não com os pés. Os pés estão sempre em contato com o chão. Em Rolf, depois da primeira sessão, quando tratamos de facilitar a função respiratória, logo na segunda trabalhamos os pés. O incremento de energia obtido na abertura do processo precisa logo ganhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podemos evitar o contato com a realidade física, não importa o motivo, mas não com os pés. Os pés estão sempre em contato com o chão. Em Rolf, depois da primeira sessão, quando tratamos de facilitar a função respiratória, logo na segunda trabalhamos os pés. O incremento de energia obtido na abertura do processo precisa logo ganhar uma base de sustentação mais apropriada, palavra que aqui, além de significar &#8220;adequada&#8221;, indica também &#8220;estar na posse&#8221;.</p>
<p>Se não pode ser evitado, observamos que frequentemente o contato dos pés com o solo está empobrecido pela redução do movimento nos tornozelos. Com a articulação limitada, os pés tendem a formar um bloco único com os ossos das pernas (tíbia e fíbula). Perdem sensibilidade, perdem a capacidade de se ajustar aos desníveis do terreno e deixam de funcionar como amortecedores que transmitem o peso do corpo para o chão.  Os tornozelos, por sua vez, tornam-se fracos e suscetíveis a acidentes.</p>
<p>O aspecto externo também muda. Os tornozelos incham, a pele em torno deles escurece e os vasos sanguíneos começam a acusar sofrimento, produzindo uma sensação de desconforto e mal-estar. Nessa condição, o metabolismo celular é modificado. Em consequência, os pés passam a exalar um odor típico e desagradável. E como a região se torna um lugar estranho, como se de fato não pertencesse ao corpo e se transformasse numa espécie de acessório, até mesmo a higiene fica prejudicada.</p>
<p>Naturalmente isso não acontece de uma hora para outra. É um processo que se vai instalando aos poucos, ao longo da vida. Implica uma perda de contato progressiva com o ambiente. O chão é o que nos une a todos, objetivamente. Sem um contato efetivo e completo com o solo, dificilmente poderemos falar de contatos afetivos satisfatórios.  Se empobrecemos o contato com o chão, se perdemos o sentido de unidade com o solo que nos sustenta, perdemos também o nosso contato interno e com o outro.</p>
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		<title>O outro lado da dor</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/06/03/o-outro-lado-da-dor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 12:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[dor crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Dor lombar, dor cervical. Estas são as experiências mais comuns que levam pessoas a procurar Integração Estrutural. O dor é uma coisa ruim, incomada, abala os nervos, nos deixa deprimidos ou de &#8220;pavio curto&#8221;. Mas a dor é também algo que nos mobiliza. Por meio dela, o corpo está dizendo algo. Primeiro baixinho e apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dor lombar, dor cervical. Estas são as experiências mais comuns que levam pessoas a procurar Integração Estrutural. O dor é uma coisa ruim, incomada, abala os nervos, nos deixa deprimidos ou de &#8220;pavio curto&#8221;. Mas a dor é também algo que nos mobiliza. Por meio dela, o corpo está dizendo algo. Primeiro baixinho e apenas em algumas ocasiões. Se não lhe damos ouvidos, a intensidade e a frequência aumentam e finalmente nos convencemos de que alguma coisa precisa ser feita.</p>
<p>No fim das contas, pelo menos esse tipo de dor, produzido por tensões e desequilíbrios na estrutura corporal, pode ser avaliado como uma experiência positiva. Quando passa, descobrimos que já não somos os mesmos. Ela nos levou a conhecer melhor o nosso corpo - e a nós mesmos. Descobrimos que superamos não apenas a dor física, mas também outras dores que até então sequer tinham nome, porque ignoradas. Se não as superamos de imediato,  no mínimo abrimos uma perspectiva de continuar trabalhando. Já não somos mais vítmas de algo que antes parecia uma fatalidade.  Nos tornamos responsáveis.</p>
<p>Às vezes pode demorar até ouvirmos o que o corpo está dizendo. Preferimos silenciá-lo por meio de subterfúgios. Damos um jeito de evitar a dor, deixamos de fazer certos movimentos ou adotamos posturas que nos permitem seguir em frente, como se nada estivesse acontecendo. Encontramos uma maneira de acomodar a situação e, na verdade, tentamos lidar com nossas limitações criando outras limitações, que vêm se somar às primeiras. Um dia porém o corpo cobra a fatura. E cobra caro. Não convém deixar que isso aconteça quando já é tarde demais.</p>
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		<title>Aperto, sufoco, bolo no peito</title>
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		<comments>http://www.metodorolf.org/blog/2008/06/03/aperto-sufoco-bolo-no-peito/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 11:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armando Macedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[respiração]]></category>

		<category><![CDATA[aperto]]></category>

		<category><![CDATA[coração]]></category>

		<category><![CDATA[dor no peito]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma queixa que encontramos relativa à região peitoral é a sensação de aperto, sufoco ou &#8220;bolo no peito&#8221;. Nesses casos, sempre vamos observar um tórax rígido, que não desce ou se entrega no movimento de expiração. Frequentemente essa sensação física é acompanhada pela experiência de vazio emocional e afetivo. Encontramos aí o mesmo mecanismo respiratório dos fumantes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma queixa que encontramos relativa à região peitoral é a sensação de aperto, sufoco ou &#8220;bolo no peito&#8221;. Nesses casos, sempre vamos observar um tórax rígido, que não desce ou se entrega no movimento de expiração. Frequentemente essa sensação física é acompanhada pela experiência de vazio emocional e afetivo. Encontramos aí o mesmo mecanismo respiratório dos fumantes, que procova a retenção crônica do ar nos pulmões.</p>
<p>O trabalho, além do manipulação dos tecidos própria do Método Rolf, pode incluir o seguinte recurso: pressionamos o centro do peito e pedimos para a pessoa inspirar de modo a enfrentar a força, resultante da pressão manual, que limita a expansão do tórax. Repetimos o processo algumas vezes e depois deixamos que a pessoa respire normalmente. O que vemos é o tórax se expandir e depois descer na expiração. A sensação é de plenitude e alívio.</p>
<p>Este é um recurso interessante e válido. Não se trata porém de uma &#8220;manobra&#8221; que se faz de forma aleatória e eventual. É algo somente ganha sentido e amplitude no processo de Integração Estrutural. Depende do contexto da sessão e da qualidade da relação terapêutica.</p>
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