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O jogador de futebol tem como principal instrumento de trabalho o próprio corpo. Especificamente, usa em primeiro lugar os pés e as pernas para praticar o esporte. Não seria então supreendente pensar que a habilidade de cada um está relacionada à funcionalidade destas partes do corpo. Vendo partidas de futebol há muitos anos, como muitos brasileiros, ouso dizer que uma característica fundamental que determina a qualidade do chute e do passe para um jogador de futebol é a articulação do tornozelo. Se esta articulação é rígida, quando chuta a bola para fazer um arremate em gol ou fazer um passe, o jogador parace executar a ação como se estivesse usando a canela e não o pé. O chute é duro e impreciso. Para quem vê, fica a impressão de falta de controle: a ação não corresponde à intenção.

Isso acontece mais frequentemente com jogadores de defesa do que com atacantes. A rigidez da articulação do tornozelo pode ser observada também durante a movimentação do jogador em campo. Seus movimentos são duros e, em alguns casos, parece que as pernas e os pés não lhe pertencem. Já o jogador considerado habilidoso tem um chute redondo, equilibrado. Ele consegue colocar a bola onde quer por que seus pés respondem à necessidade precisa do momento em que decide executar a ação. A flexibilidade de seus pés e tornozelos permite-lhe fazer os ajustes necessários na posição de seu corpo ao bater na bola, de modo que a ação tem uma chance muito maior de corresponder ao que ele pretende fazer. Além disso, há beleza no movimento. O talento de muitos jogadores está relacionado a esta qualidade física, simples de ser desenvolvida.

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Publicado em 3 de novembro de 2008 ás 15:20.
Categorias: movimento.

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