A maioria das pessoas já assimilou a idéia de que caminhar faz bem para a saúde. Mas há também muitas outras que dizem simplesmente: “Não gosto de caminhar”. Vamos tentar examinar o que elas de fato estão dizendo. Aliás, como alguém que tem pernas para andar poderia não gostar de andar? Na verdade, a questão é bem outra. Para essas pessoas, andar é motivo de tensão e desconforto físico, quando não de dor. Pés, joelhos, lombar e pescoço são as regiões do corpo que mais frequentemente acusam problemas.

Mas há também algo menos preciso. Falta de disposição, cansaço, alguma coisa que se parece com preguiça, mas de fato não é. Por experiência, embora nem sempre saibam expressar isso com clareza, essas pessoas sabem que fazer uma caminhada implica sofrimento. Às vezes isso é experimentado como uma certa timidez, um sentimento de inaptidão ou inadequação, como o de alguém que é convidado para um baile e, por não saber dançar ou sentir-se fisicamente incomodado, diz simplesmente que não gosta.

No Método Rolf vemos depois de algumas sessões, que esta situação muda sensivelmente. À medida que o corpo é reorganizado, à medida que as tensões e conflitos estruturais diminuem, as pessoas aos poucos descobrem o prazer do movimento. Caminhar se torna algo simplesmente agradável. Não é mais uma obrigação, ou algo que se faz com uma finalidade ou para “alcançar um objetivo”. A inibição e o sentimento de inadequação também desaparecem. As pessoas descobrem que podem estar à vontade em sua própria casa - em seu próprio corpo. E ir e estar nele e com ele.

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Publicado em 12 de agosto de 2008 ás 16:16.
Categorias: movimento.

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