Uma queixa que encontramos relativa à região peitoral é a sensação de aperto, sufoco ou “bolo no peito”. Nesses casos, sempre vamos observar um tórax rígido, que não desce ou se entrega no movimento de expiração. Frequentemente essa sensação física é acompanhada pela experiência de vazio emocional e afetivo. Encontramos aí o mesmo mecanismo respiratório dos fumantes, que procova a retenção crônica do ar nos pulmões.
O trabalho, além do manipulação dos tecidos própria do Método Rolf, pode incluir o seguinte recurso: pressionamos o centro do peito e pedimos para a pessoa inspirar de modo a enfrentar a força, resultante da pressão manual, que limita a expansão do tórax. Repetimos o processo algumas vezes e depois deixamos que a pessoa respire normalmente. O que vemos é o tórax se expandir e depois descer na expiração. A sensação é de plenitude e alívio.
Este é um recurso interessante e válido. Não se trata porém de uma “manobra” que se faz de forma aleatória e eventual. É algo somente ganha sentido e amplitude no processo de Integração Estrutural. Depende do contexto da sessão e da qualidade da relação terapêutica.



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Comentário para “Aperto, sufoco, bolo no peito”